Sete seleções já estão fora da Copa do Mundo de 2026; veja como cada uma caiu

Sete seleções já estão fora da Copa do Mundo de 2026; veja como cada uma caiu

A maior Copa do Mundo da história, com 48 seleções, começou a revelar seus primeiros eliminados à medida que a fase de grupos entra em sua reta final. Enquanto algumas nações já planejam a fase eliminatória, outras fizeram as malas antes do previsto, encerrando campanhas que, em alguns casos, frustraram expectativas enormes. A seguir, um panorama completo de quem já foi eliminado e como cada adeus aconteceu.

O torneio tem proporcionado emoções em múltiplas frentes - do futebol aos esportes eletrônicos, o Brasil segue em evidência em competições globais, assim como a FURIA na grande final do IEM Cologne, outro palco onde a representação nacional brilha no cenário internacional. Na Copa, porém, sete seleções já sabem que suas jornadas chegaram ao fim.

Haiti e Turquia: os primeiros a deixar o torneio

O Haiti disputava apenas sua segunda Copa do Mundo, a primeira desde 1974, e o roteiro, infelizmente, se repetiu: eliminação na fase de grupos sem marcar um único gol. No Grupo C, os haitianos perderam por 1 a 0 para a Escócia na estreia - Frantzdy Pierrot quase empatou de cabeça nos minutos finais, mas a bola passou raspando a trave. A saída foi confirmada com uma derrota por 3 a 0 para o Brasil, apesar de uma segunda etapa mais combativa contra os pentacampeões.

A eliminação da Turquia, por outro lado, foi uma das maiores surpresas do torneio. Apontada como candidata a surpresa com nomes como Arda Güler e Kenan Yildiz, a seleção turca registrou 62 finalizações em dois jogos sem marcar nenhum gol - o maior número de chutes sem gol por uma equipe em uma única Copa do Mundo desde 1966. A derrota por 2 a 0 para a Austrália na abertura foi seguida por um novo fracasso diante do Paraguai, onde os turcos não conseguiram balançar as redes nem mesmo contra dez jogadores adversários. Arda Güler pediu desculpas publicamente aos torcedores após a eliminação precoce.

Tunísia e Jordânia decepcionam no cenário africano e árabe

A Tunísia viveu um torneio para esquecer. Em seu sétimo Mundial, os tunisianos caíram no Grupo F ao lado de Países Baixos, Japão e Suécia - uma chave complicada que expôs fragilidades graves. Após uma goleada de 5 a 1 para a Suécia, o técnico Sabri Lamouchi foi demitido e substituído por Hervé Renard, o sétimo treinador da seleção desde o início das eliminatórias. Renard não conseguiu reverter o cenário: nova derrota, desta vez por 4 a 0 para o Japão, no milésimo jogo da história das Copas. A fase foi encerrada com mais uma derrota, por 3 a 1, para os holandeses. Ao todo, nove gols sofridos em dois jogos pintam um retrato desolador.

A Jordânia, estreante em Copas, foi sorteada no Grupo J ao lado de Argentina, Argélia e Áustria - um dos grupos mais difíceis do torneio. Ali Olwan marcou o primeiro gol da história do país em Copas do Mundo, no empate momentâneo contra a Áustria (derrota final por 3 a 1). Nizar Al Rashdan também fez história ao balançar as redes diante da Argélia, mas os jordanianos cederam a virada e perderam por 2 a 1. A campanha encerrou com uma derrota por 3 a 1 para a Argentina de Lionel Messi. Pouca coisa para comemorar em termos de resultados, mas marcos históricos que entrarão nos registros da federação.

Panamá, Tchéquia e Catar completam a lista dos eliminados

O Panamá foi eliminado após derrotas consecutivas por 1 a 0 - primeiro para Gana, com o gol chegando apenas aos 95 minutos, e depois para a Croácia, com Ante Budimir decidindo como substituto. A segunda derrota coincidiu com uma data histórica para os croatas: Luka Modric disputou seu 200º jogo pela seleção, tornando-se apenas o quarto jogador masculino a atingir esse marco. A campanha panamenha terminou com uma derrota para a Inglaterra, onde Jude Bellingham e Harry Kane garantiram o topo do grupo para os ingleses.

A Tchéquia acumulou apenas um ponto na fase de grupos - um empate com a África do Sul - e foi derrotada por 3 a 0 pelo México na rodada final. Os mexicanos chegaram ao jogo líderes do Grupo A com aproveitamento perfeito, e a partida também marcou a sexta Copa do Mundo do lendário goleiro Guillermo Ochoa, aos 40 anos. Para os tchecos, a campanha foi de apagamento total.

O Catar, que sediou a edição de 2022, não repetiu nem o futebol de conveniência do país-sede. No Grupo B, a equipe arrancou apenas um empate surpreendente com a Suíça, mas não venceu nenhuma partida. A Bósnia e Herzegovina aplicou 3 a 1 nos cataris e garantiu a eliminação do ex-anfitrião. Kerim Alajbegovic abriu o placar aos 29 minutos, a Bósnia ampliou antes do intervalo e, mesmo após o gol catariano aos 42, fechou o jogo aos 80 minutos. Uma despedida discreta para uma seleção que, fora de casa, ainda não encontrou seu lugar entre as potências mundiais.

O que a onda de eliminações revela sobre o novo formato

Com 48 seleções, a Copa de 2026 prometia maior inclusão e mais surpresas - e de fato entregou estreantes como Jordânia, Cabo Verde e Curaçao. Mas o torneio também expôs desequilíbrios brutais: algumas seleções chegaram ao maior palco do futebol mundial sem estrutura competitiva para enfrentar adversários de alto nível. O caso da Turquia é diferente e mais doloroso: havia talento real, havia expectativa real, e o resultado foi um vazio estatístico embaraçoso. À medida que os grupos se encaminham para a decisão, o torneio vai ganhando a forma que os torcedores esperam - e os que ficaram sabem que, a partir de agora, não há mais margem para erro.